As imagens gravadas por alunos mostram o momento em que o agressor se levanta da cadeira, caminha até a vítima e começa a desferir tapas, socos e chutes. O estudante agredido permanece sentado durante toda a ação e não reage às agressões. Após o ataque, o adolescente retorna ao lugar e se senta novamente.
O episódio aconteceu na segunda-feira (18), na Escola de Referência em Ensino Médio José Pereira Burgos. A repercussão do caso levou a direção da unidade a acionar equipes de apoio psicológico e órgãos de proteção.
Em nota, a escola informou que os envolvidos passaram por atendimento individual com a psicóloga escolar para escuta e apuração dos fatos. A gestão também convocou os responsáveis pelos adolescentes e comunicou oficialmente o Conselho Tutelar e o Ministério Público.
A Secretaria de Educação de Pernambuco afirmou que, assim que tomou conhecimento do caso, acionou a Patrulha Escolar e o Conselho Tutelar para garantir suporte aos estudantes e às famílias. Segundo a pasta, medidas pedagógicas e disciplinares serão adotadas para preservar a segurança no ambiente escolar.
Durante a noite, policiais militares do 3º Batalhão localizaram o adolescente apontado como autor das agressões na residência dele. O jovem foi conduzido à delegacia acompanhado pelo responsável legal e com apoio do Conselho Tutelar.
Outro vídeo registrado por moradores mostra o momento em que o adolescente é colocado na viatura da polícia sob aplausos e comemorações de populares.
De acordo com a Polícia Civil, foi lavrado um Auto de Apreensão em Flagrante por Ato Infracional contra o jovem, por atos análogos aos crimes de ameaça, lesão corporal e intimidação sistemática virtual, conhecida como cyberbullying.
Após os procedimentos na delegacia, o adolescente foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco e permanece à disposição da Justiça. Até o momento, o MPPE não informou quais medidas poderão ser adotadas no caso.
O Conselho Tutelar também esteve na escola nesta terça-feira (19) para acompanhar a situação e prestar apoio aos envolvidos. O caso reacendeu o debate sobre violência dentro das escolas e a necessidade de ações preventivas para evitar episódios semelhantes no ambiente escolar.